Professor Diogo Arrais explica que os termos se e si são comumente confundidos. Confira a diferença entre eles

Por Diogo Arrais, professor de português (@diogoarrais)

access_time 13 ago 2019, 14h06

É muito comum, no dia a dia da Língua Portuguesa, perceber a confusão gráfica entre “se” e “si”.

 O termo “se” é, na maioria das vezes, conjunção ou pronome:

“Se não ocorrer engarrafamento, irei a Brasília hoje.”

 (veja acima a ideia da hipótese)

“Após a sessão, os deputados abraçaram-se.”

(veja acima a ideia de reciprocidade)

 Vale lembrar que essa reciprocidade remete a uma ação mútua, como:

“Sousa e Silva acusavam-se sempre.”

“Viram como eles se cumprimentavam?”

Já o termo “si” é um dos pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, si). Esses tônicos são sempre precedidos por preposição.

“Santana costumava falar bem de si mesmo.”

“Cada um por si, e Deus para todos.” 

 Além disso, é preciso estar alerta e jamais usar “si” por “você, como no exemplo abaixo: 

“Não tenho nada contra si, Helena!” (forma inadequada)

“Não tenho nada contra você, Helena!” (forma correta)

Por fim, lembre-se da regra: “si” é precedido por preposição.   

“Exigia demasiadamente de si mesmo.”

“Vi um grupo de jovens discutindo entre si.”

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DIOGO ARRAIS
YouTube: MesmaLíngua
Autor Gramatical pela Editora Saraiva
Professor de Língua Portuguesa
Fundador do ARRAIS CURSOS

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