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São Paulo – No sábado, 14, embarcam para viver e trabalhar no Canadá 16 funcionários selecionados para a turma de 2019 do programa JBS Sem Fronteiras.  O jovem Lucas Amâncio Ferreira, de 24 anos, é um dos selecionados desta quinta edição da iniciativa voltada para profissionais das áreas de corte e desossa que se interessem em trabalhar na unidade da empresa em Brooks, localizada na província de Alberta, no Canadá.

“Nosso futuro é criar raiz lá e permanecermos no Canadá”, diz ele utilizando a segunda pessoa do plural já que está indo encontrar sua esposa Aparecida Antonio de Oliveira Santos, uma das selecionadas para o programa na edição do ano passado.  No último ano, o casal só se encontrou uma vez, quando ela veio para o Brasil, por duas semanas.  Ele até tentou visitá-la, mas teve o visto negado.

Somando-se todas as edições, já são 60 brasileiros trabalhando lá desde 2015, segundo contou Verônica Coelho, diretora de recursos humanos da JBS a EXAME. “Temos sentido que o programa criou um círculo virtuoso. Pessoas estão indo para a função de faqueiro na desossa por conta das oportunidades que a empresa dá”, diz.

O crescente interesse fez com que a empresa ampliasse o programa. Antes restrito a funcionários da Friboi, começou a ser elegível para os profissionais da Seara. “Temos uma média de 100 inscritos pela Friboi e tivemos 175 inscrições de funcionários da Seara”, conta. Da Seara, apenas cinco foram aprovados desta vez porque a decisão foi de implementar o programa de forma mais cautelosa, segundo a executiva.

Inscrições para os funcionários abrem em fevereiro

O programa abre inscrições em fevereiro e tem alguns requisitos impostos aos participantes: é preciso ter dois anos de JBS e um ano na função de faqueiro, posição especializada com uma rotina intensa de movimentos repetitivos de desossa. “Temos a oportunidade de levar profissionais capacitados e que ajudam na transmissão da cultura”, diz Verônica. A empresa emprega 2,6 mil pessoas no Canadá. No Brasil, são 120 mil empregados, distribuídos nos cinco negócios da empresa.

A expatriação exige que os selecionados peçam demissão no Brasil para que possam ser contratados pela unidade da JBS do Canadá. Eles vão com visto temporário e têm um mês de moradia gratuita, custeada pela JBS. “Também oferecemos curso de inglês e em dois ou três anos eles já podem pleitear o visto permanente”, diz Verônica. Um funcionário já conseguiu a residência permanente e, segundo a executiva, outros cinco devem conquistar nesse ano.

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